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Passense é aprovado em 4 faculdades tops

Educação

Passense é aprovado em 4 faculdades tops

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Gabriel tinha quase 12 horas de aula por dia. Passou na USP, Unicamp, UFMG e UnB

Gabriel Coelho pegou leve no celular, evitou baladas pesadas e chegou ao dia da prova cheio de confiança (foto: Lívia Ferreira)

Foram mais de sete mil questões resolvidas em um prazo pouco menor que um ano. Só de aulas eram 11 horas e 40 minutos diários, fora o tempo destinado às tarefas. Namoro? Esquece. A companhia mais constante eram os livros. Celular? Ele “escondia” de si próprio para não cair em tentação. Baladinhas? De leve, no sábado à noite.

Foi com esta fórmula que o passense Gabriel Alves Coelho, 18 anos, mais conhecido por Beterraba (porque jogava futebol de camisa roxa), foi aprovado na Universidade de Brasília (UnB), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Escola pública e bolsa

Aluno do Instituto Federal do Sul de Minas (IFSUL), Gabriel iniciou sua vida escolar em escola pública. Até o 5º ano, estudou na Escola Municipal Professora Francina de Andrade, em Passos. Mais tarde, concorreu e ganhou uma vaga de bolsista no Colégio Imaculada Conceição (CIC).  A mãe é professora de escola pública e o pai, auxiliar administrativo.

“Vai brotar gente falando que vai ser difícil.

Se fosse impossível, não existiria a prova”

Cota

Gabriel usou a cota de aluno de escola pública para concorrer a uma vaga de engenharia mecânica na USP e na Unicamp e engenharia aeroespacial na UFMG. Já a vaga de engenharia aeroespacial na UnB foi por ampla concorrência. Na UFMG, a disputa por uma vaga em seu curso e a nota de corte só perderam para Medicina. Entre tantas boas escolhas, ele preferiu permanecer em Minas. “Na UFMG estou mais próximo da minha família. E o curso que ela oferece de engenharia aeroespacial está entre os cinco melhores desta área no Brasil”, justifica.

Redação

Os finais de semana de Gabriel passavam longe daqueles de um adolescente de primeiro, segundo ano do ensino médio. “Como eu fazia cursinho e terceiro ano ao mesmo tempo, usava o fim de semana para repor a tarefa que não tinha conseguido fazer durante a semana. Uma coisa mais tranquila, como redação”, diz, com simplicidade, ao se referir ao calcanhar de Aquiles que derruba muito candidato: redigir bem.

Perguntado se em algum momento teve medo de reprovar, disse que estava confiante. “Eu saí consciente das provas. Sabia que tinha ido bem. Já fazia Enem como treineiro.”

Planos

Os pais foram fundamentais no êxito desta caminhada que está só começando. “Eles sempre me incentivaram a fazer o que eu gosto. E sempre tive interesse em exatas e tecnologia. E minha gratidão aos professores que tive também é enorme”.Planos para o futuro? “A faculdade dura cinco anos. Daqui a dez me imagino trabalhando na área, quem sabe fora do País.”

Dicas:

Pra quem quer saber como otimizar o tempo e tirar mais proveito dos estudos, seguem as dicas do Gabriel:

No dia seguinte à aula, faça exercícios de revisão. O padrão deles é semelhante;

Reserve momentos para lazer, mas não abuse. Não dá pra render na segunda-feira com ressaca ou cansaço;

Use celular e redes sociais com moderação. Evite deixar o aparelho por perto quando estiver estudando, a menos que seja para fazer pesquisas;

Faça muita prova antiga, concentrando-se mais nelas às vésperas dos exames;

Faça provas como treineiro. Isto diminui o nervosismo quando o exame for “pra valer”.

Seja confiante. Vai brotar gente falando que vai ser difícil. Se fosse impossível, não existiria a prova.

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